sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Estudantes de Tecnologia da Informação (TI) do Centro Territorial de Educação Profissional do Portal do Sertão visitam a Incubadora Popular da UEFS

No dia 04 de setembro de 2017, estudantes que cursam o 4º módulo do Curso de Tecnologia da Informação (TI) do Centro Territorial de Educação Profissional do Portal do Sertão (CETEP Portal do Sertão), acompanhados do Prof. Jhonatas Monteiro, visitou a Incubadora Popular da UEFS para um bate-papo sobre Economia Popular e Solidária e Cooperativismo. Esses  estudantes se encontram na reta final de formação técnica e desejam dedicar-se ao trabalho coletivo  após o  término do Curso -  talvez montando uma Cooperativa de TI em Feira de Santana.
Foto: Juliana Freitas
Na ocasião o Prof. José Raimundo, coordenador da Incubadora, explicou que a prática dentro da Economia Popular e Solidária estabelece um processo educativo do grupo para que o trabalho não deixe de ser coletivizado, ou seja, possa ser desenvolvido de maneira igual e rotativa a fim de que  todos aprendam por meio desse trabalho o processo político educativo de incubação – é desta forma que trabalha  a Incubadora de Iniciativas de Economia Popular e Solidária da UEFS(IEPS-UEFS). Além disso, o professor explicou que apesar da grande quantidade de cooperativas existente no Brasil, aproximadamente, 10% das iniciativas de Economia Popular e Solidária, poucas se utilizam do princípio educativo do trabalho, abrigando-se nas efetivas práticas da cooperação, solidariedade, autogestão e associativismo como característica fundamental de uma outra economia. Geralmente, a ação econômica,  é a dimensão  que determina o ponto de partida da organização para produzir visando gerar trabalho e renda, todavia na economia solidária essa dimensão é uma das última  a ser observada  porque dimensões como política, educativa e social, são tão ou mais relevantes/interessantes que a ação econômica.  A Economia Popular e Solidária é uma proposta que se diferencia do modelo verticalizado da economia convencional, visto que procura orientar os (as) envolvidos (as) no processo de incubação sobre a importância da independência, da politização, da aprendizagem, da formação, das relações solidárias, da relações com a comunidade, que está à frente do crescimento econômico gerado pelo trabalho desenvolvido - o empoderamento individual, coletivo e desenvolvimento local são consequências naturais do exercício do modelo econômico popular solidário.
Na oportunidade, a bolsista Elianne Paraíso, estudante de Psicologia e componente da Incubadora, destacou que a utilização do termo Economia Popular e Solidária é uma forma de posicionamento político, e que antes era utilizado de forma generalizante o termo Economia Solidária. A estudante ressalta que  esse último termo  já se perdeu no processo por indicar muitas vezes apenas uma “política pública descontínua de ocupação do trabalho” e que também há confusão no uso da expressão “Economia Solidária” com o termo “Solidariedade” (altruísmo), inclusive, o termo “Solidariedade” tem sido utilizado por empresas para promover o Marketing Social e faz parte da  lógica já conhecida para justificar a “responsabilidade social” e a ideologia do empreendedorismo capitalista.
No diálogo com o grupo, o Prof. José Raimundo listou algumas características das diferentes tipologias que compõe o leque de iniciativas dessa economia, destacando a associação (associativismo) por representar cerca de 65% das organizações no Brasil, explicando que a associação pode ser constituída a partir de duas pessoas, mas não deve exercer o comércio porque a sua natureza jurídica não permite, o professor ressalta que ainda assim algumas associações comercializem. O Prof. José Raimundo sugere que  a cooperativa pode ser constituída com um mínimo de sete pessoas, mas, ao contrário da associação, pode comercializar de forma satisfatória do ponto de vista jurídico com condições muito semelhantes a de uma empresa no mercado convencional -   apesar de pagar os mesmos tributos de uma organização convencional a cooperativa possui compensação tributária progressiva, ou seja, uma compensação relacionada à qualidade e quantidade do que comercializa quando beneficiada por alguma política de governo o que não tem sido comum. Ademais, na constituição de uma cooperativa não há exigência de que os nomes de todos envolvidos (as) figure na razão social e tem as regras postas socialmente e garantidas historicamente pelo movimento cooperativista popular tais como:  adesão livre e voluntária; gestão democrática; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação; interesse pela comunidade; preservação dos direitos sociais, do valor social do trabalho e da livre iniciativa; não precarização do trabalho; respeito às decisões de assembleia, observado o disposto na Lei n.º 12.690/2012; participação na gestão em todos os níveis de decisão, de acordo com o previsto em lei e no estatuto social.
Em seguida o Prof. José Raimundo explicou sobre  a sociedade simples,  tipologia aderente à ideologia do processo de incubação de origem italiana e pouco utilizada no Brasil, a qual representa cerca de 2% das organizações solidárias do nosso país. O professor explicou ainda que a sociedade simples pode ser constituída a partir de duas pessoas, adere ao sistema de tributação do Simples Nacional, apresenta média de custo mensal bem reduzido, permite o exercício do comércio limitado à determinada receita, seu estatuto  deve apresentar o nome de todos (as) integrantes e, adequa-se facilmente ao modelo de cooperativa, incluindo-se, por exemplo, adesão voluntária, divisão das sobras, divisão do trabalho, rotação de postos, associação livre - dentre outras proposições do grupo interessado.
Os aspectos anteriormente descritos promoveram um diálogo profícuo com o grupo de estudantes em uma Roda de Conversa – os encaminhamentos decorrentes do diálogo foram listados. Destaca-se que os serviços que esses estudantes sabem realizar poderão ser utilizados para análise da viabilidade socioeconômica da iniciativa: verificação das possibilidades, como se situa a demanda por esse serviço em Ferira de Santana, qual o universo, quantas pessoas desenvolvem esse trabalho e quanto se cobra ou pode-se cobrar, etc., visando posterior continuidade do diálogo, talvez, o início de um processo de Incubação.
Na avaliação da Equipe da Incubadora esse tipo de atividade permite a divulgação do trabalho de incubação como uma forma diferenciada de se fazer extensão, bem como possibilita a diferenciação da extensão “prestação de serviço” comumente confundida enquanto papel social de uma universidade pública e socialmente referenciada.
Foto: Bárbara Souza

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

NOTA SOBRE O FUNCIONAMENTO DAS CANTINAS LIGADAS AO PROJETO CANTINA SOLIDÁRIA III E IV NO RECESSO

Informamos que em decorrência do recesso acadêmico, o funcionamento das Cantinas ligadas aos projetos Cantina Solidária III (Cantina do Módulo I), grupo Sabores do Quilombo e Cantina Solidária IV (Cantina do Módulo VII), grupo Delícias de Formiga terão seus horários de funcionamento alterados. No período de 30/08 a 11/09 a Cantina do Módulo I funcionará em todo período de recesso das 07:30h ás 17:00h.  A Cantina do Módulo VII não funcionará neste período.
Durante o período de recesso os grupos estarão em atividades de reunião, treinamento para o próximo semestre, bem como a participação em espaços externos à UEFS como da XLII EXPOFEIRA, que ocorrerá entre os dias 03 a 10 de setembro de 2017.

Neste contexto, agradecemos a compreensão de todos da Comunidade Universitária, com o apoio de sempre no desenvolvimento desses que objetivam a realização das atividades de organização, comercialização, formação e capacitação dos envolvidos no processo de incubação visando á geração de trabalho e renda, formação política, fortalecimento da relação universidade comunidade, bem como da Economia Popular e Solidária no município de Feira de Santana.
Atividade Grupo Sabores do Quilombo

Atividade Grupo Delícias de Formiga 



Feira de Santana- BA, 30 de agosto de 2017

INCUBADORA DE INICIATIVAS DA ECONOMIA POPULAR E SOLIDÁRIA DA UEFS

JOSÉ RAIMUNDO OLIVEIRA LIMA 
Coordenador 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Auxiliar de limpeza participará da BIENAL Internacional Arte Naif de Socorro - SP


Com 57 anos de idade, Tonho cursou até o ensino fundamental, e desde a tenra infância trabalha para sustentar a família. Ele é natural de Feira de Santana, e presta serviços ao Cuca na área de apoio e limpeza.
Há pouco mais de três anos Tonho da Bahia resolveu se integrar às turmas de formação do Cuca, onde cursou aulas de violão, teatro, desenho e pintura. Ele garante que a lida com as tintas sempre lhe despertou um fascínio e por isso dedicou especial atenção às aulas nas Oficinas de Criação Artística, em especial a de desenho, ministrada na época pela professora Avelina Bittencourt, e a de pintura, ministrada pelo professor Jorge Galeano.

Caracteristicamente figurativa, suas pinturas se encaixam na linguagem Naif, um tipo de arte dotada de liberdade estética e livre de convenções, concebida pelos que pintam com os sentimentos. O ícone da Arte Naif, foi o francês Henri Rousseau, autodidata, que na época em que atuava foi severamente criticado por ignorar princípios básicos de geometria e perspectiva, mas teve o talento posteriormente reconhecido por figuras como Pablo Picasso e Kandinsky.
Com seus traços livres, em Naif, Tonho da Bahia teve sua obra “A Lida Feirense”, submetida à Bienal Internacional de Arte Naïf Totem Cor-Ação em Socorro 2017, através de um edital público, analisada por um grupo de especialistas como Antônio do Nascimento, Augusto Luitgards, Jacques Ardies e Oscar D’Ambrosio. Tal obra fará parte da exposição que terá inicio no dia 29 de setembro e ficará em cartaz até 04 de novembro de 2017, nas dependências do Museu Municipal de Socorro no estado de São Paulo.
Desde já agradecemos aos administradores deste estabelecimento, pelo incentivo e apoio ao nosso artista. Para tanto, seu Antônio ainda precisa de ajuda para custear gastos com o deslocamento, (aéreo e rodoviário), juntamente com seu acompanhante, assim contamos com a colaboração de todos aqueles que acreditam que a arte não tem fronteiras, nem idade, nem padrão.
Para ajudá-lo, as doações podem ser realizadas através de depósito bancário em nome do artista, Antônio S. Pereira, no banco Santander na conta corrente de número: 01090256-0, agência: 3682, e/ou diretamente doada ao mesmo, através do Livro de Ouro, que circula no Cuca pelas mãos talentosas de “Seu Antônio”.









sexta-feira, 18 de agosto de 2017

VII ENCONTRO DE PESQUISA EMPÍRICA EM DIREITO e V FIPIEPS

Será realizado na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), entre os dias 23 e 25 de agosto, o 7º Encontro de Pesquisa Empírica em Direito (EPED), evento científico nacional da Rede de Pesquisa Empírica em Direito (REED).

Esta é a primeira vez que o EPED acontece no Nordeste, e fora do eixo sul-sudeste, colocando a UEFS em um lugar privilegiado na vanguarda da pesquisa empírica em Direito no Brasil, e proporcionando um rico momento de articulação de saberes e experiências e fortalecimento de redes de pesquisa. O Evento tem o apoio local do GPCRIM-UEFS/UNEB e da Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da UEFS - IEPS-UEFS.

O evento recebeu quase 400 trabalhos de todo país que serão apresentados em grupos de variados temas. A programação pode ser consultada no site do Evento http://eped2017.webnode.com e no da REED http://reedpesquisa.org/. O EPED é precedido pelo 3º Curso de Pesquisa Empírica em Direito, entre os dias 21 e 23 de agosto, com carga de vinte (20) horas.

O Grupo de Trabalho 29 – Outro Direito, outra Economia, outro Trabalho, que compõe a programação do evento, tem a coordenação da professora Carla Appollinario (PPGSD-UFF) e d@s integrantes da IEPS-UEFS, professor@s José Raimundo Oliveira Lima e Flávia Almeida Pita, onde serão discutidos trabalhos acadêmicos que desenvolvem os temas relacionados ao trabalho associado e à economia popular e solidária. As atividades do GT acontecerão na quinta à tarde e na sexta pela manhã.

No dia 24, quinta-feira, no bojo da Programação Cultural do VII EPED, acontecerá a V FIPIEPS – Feira de Iniciativas Produtivas da IEPS-UEFS.
Apareça!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

5ª FIPIEPS - Feira das Iniciativas Produtivas da IEPS - APAREÇA!!!

No próximo dia 24 de agosto (manhã e tarde) teremos, no entorno da Cantina do módulo I, a 5ª edição da FIPIEPS - Feira de Iniciativas Produtivas da IEPS.
Desta vez a novidade é que a Feira fará parte da programação do VII Encontro de Pesquisa Empírica em Direito, que acontecerá durante os dias 23 a 25 de agosto na UEFS, evento que conta com o apoio da equipe da Incubadora.
Como sempre, na Feira estarão os grupos produtivos que participam dos projetos da IEPS, com alimentos produzidos pela agricultura familiar e orgânica, produtos regionais, mudas, artesanato.

Apareça!!!



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Apareça na 4ª edição da FIPIEPS-FEIRA DAS INICIATIVAS PRODUTIVAS DA IEPS

Vem aí a 4ª edição da Feira das Iniciativas Produtivas da IEPS-FIPIEPS.
Ela vai acontecer na próxima quinta-feira, 13 de julho, das 08:00H ás 16:00H, no espaço da cantina do Módulo VII da UEFS.
A Feira vai contar com produtos agrícolas e produtos alimentícios regionais da agricultura familiar, mudas e plantas ornamentais, roupas e artesanato em tecido.
Apareçam!

Ajudem-nos a divulgar!